Desde os meus nove anos, quando ganhei do meu cunhado um papa-capim baianinho de cabeça preta e peito amarelo, nasceu em mim uma paixão que nunca mais passou. Eu cuidava daquele passarinho como se fosse um filho. Minha avó, que me criou e sempre me apoiou, nunca reclamou da bagunça, pelo contrário, era minha maior incentivadora. E assim fui crescendo, sempre envolvido com os baianos e coleiros.
Em 2013 participei da minha primeira roda formal, em Brasília, com o coleiro baiano Zé Pequeno, e já saí de lá com um segundo lugar. Mais tarde conheci o baiano que mudaria tudo: o Maluquinho. Um passarinho firme, velocista, de cabeceira. Com ele ganhei diversos torneios e campeonatos. Ele nunca me deixou na mão. Por causa dele e por eu ter o jeito meio “maluquinho” mesmo os amigos começaram a me chamar de Flávio Maluquinho, e o apelido ficou.
Com o tempo fui adquirindo outros coleiros, puxando filhotes de criatórios sérios e conquistando títulos com aves como o Maestro e o Flash. Mas, depois de perder alguns passarinhos sem ter deixado filhos, senti que estava na hora de dar um passo maior: montar meu próprio criatório.
Em 2024 tomei a decisão de tirar minhas próprias genéticas, criar meus filhotes e construir uma linhagem que carregasse tudo o que sempre admirei nas aves que passaram pela minha vida. Graças a Deus, tenho sido muito abençoado tanto na genética quanto no comportamento das aves.
Hoje, o Criatório Maluquinho nasce da minha história, do meu amor pelo hobby e da vontade de manter viva essa paixão que começou lá atrás, quando eu ainda era só um menino encantado por um pequeno papa-capim.